Um detento de 35 anos do Presídio São Joaquim de Bicas II, faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e a família alega que o homem teria sido espancado até a morte dentro do presídio.

De acordo com Alexandra da Silva de Paula, esposa do interno, vários ferimentos no corpo do marido a fizeram desconfiar da versão do presídio, que a avisou da morte do homem por volta de cinco horas após o ocorrido, somente depois dele já ter sido atendido na UPA e seu corpo já estar sob os cuidados do Instituto Médico Legal.

A mulher contou que recebeu a ligação da assistente social do presídio por volta de 0h30 e, segundo sua apuração na penitenciária e na UPA, ele teria desmaiado por volta das 19h30 e dado entrada na unidade por volta de 19h40.

Perguntada sobre a possibilidade do marido ter inimigos na prisão, Alexandra contou que ele havia tido uma pequena discussão com um companheiro de cela, mas nada que pudesse levar a um assassinato. Ainda segundo ela, em uma visita ao presídio, um agente afirmou a uma amiga de Alexandra que o marido dela teria sido espancado pelos próprios presos. “Ele disse que presos o espancaram e, depois, tentaram reanimar ele (sic) por 40 minutos. O que esses agentes fizeram em 40 minutos e como eles sabiam que meu marido estava lá há 40 minutos? Ele estava lá, estava preso, mas estava pagando pelo erro dele, isso não justifica o descaso”, afirmou.

Outro lado

A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), por sua vez, informou em nota que o homem teria desmaiado na cela e seus companheiros chamaram os agentes penitenciários, que o levaram para a UPA. O detento teria falecido na unidade de saúde e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, momento em que a família do preso teria sido avisada por um servidor da Seap.

Ainda segundo a nota da secretaria, “a direção da unidade prisional instaurou um Procedimento Interno para apurar administrativamente as circunstâncias do fato. As investigações criminais ficam a cargo da Polícia Civil”.

Jornalista: Daniele Franco/Hoje em Dia