Na última semana, Igarapé
realizou um diagnóstico, por amostragem, de aproximadamente 600 toneladas de
resíduos domiciliares que são coletados mensalmente na cidade. A análise feita
pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), entre 11 e 15 de março, constatou
que 70% dos resíduos domiciliares apresentam possibilidade de reaproveitamento,
seja por comercialização dos recicláveis ou pela compostagem da fração
orgânica. Sendo assim, só 30% é de fato lixo e deve ser destinado ao aterro
sanitário.
“Ao analisarmos as amostras
coletadas em todas as regiões de Igarapé, concluímos que quase metade do lixo
domiciliar é constituída de material orgânico, portanto com potencial de se
transformar em composto orgânico para uso na agricultura (hortas caseiras e
comunitárias). Cerca de 20 a 25% da coleta é de material reciclável, podendo
gerar mais renda para catadores, que tiram da atividade o seu sustento”,
explica o secretário de Meio Ambiente, Isaias Abreu.
O levantamento foi possível por
meio de um processo chamado gravimetria. O método mistura e separa o lixo, por
tipo de material, como o papel, o papelão, o plástico, o metal, a matéria
orgânica, dentre outros. Para o secretário Isaias Abreu, além de renda para a
população, o reaproveitamento vai gerar economia de 30% do atual gasto mensal
feito pela prefeitura para dar destinação final adequada aos resíduos
domiciliares coletados no município.
Recicla Mais Igarapé
O diagnóstico realizado faz parte
de uma das ações do Recicla Mais Igarapé,
programa que tem por objetivo tratar de forma sustentável a questão do lixo
domiciliar gerado na cidade. O projeto, pioneiro em Minas Gerais, conta com
recursos financeiros do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal e apoio
técnico do Fundo Nacional do Meio Ambiente, para tratar a questão do lixo na
cidade. Atualmente, cerca de 50 % da cidade é atendida com a coleta seletiva. A
proposta é estender para 100% do município.
A compostagem é mais uma etapa do
programa. A proposta do Recicla Mais é que a transformação de matéria orgânica
em composto orgânico se dê em composteiras domiciliares, que serão distribuídas
aos moradores e em pátios de compostagem que serão construídos no município.
Os equipamentos de uso doméstico
serão distribuídos para moradores, previamente cadastrados, após passarem por
treinamento em oficinas ministradas pela equipe de Educação e Mobilização
Ambiental que será criada pela Secretaria de Meio Ambiente.