Pais de um menino de 9 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) nível 3 de suporte, denunciaram um grave caso de negligência e possível maus-tratos em uma escola municipal de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A suspeita surgiu após o estudante começar a apresentar resistência frequente para ir à escola. Sem conseguir se comunicar verbalmente, o menino demonstrava desconforto, o que levou a mãe a esconder um gravador na roupa dele. No dia 30 de março, o áudio captado revelou falas atribuídas a funcionárias da escola, indicando que a criança teria sido isolada.
Durante o período em que ficou sozinha, a criança, sob forte estresse, tirou as roupas e passou a tocar o próprio corpo. Segundo a família, não houve qualquer tentativa de acolhimento ou intervenção por parte das funcionárias. Em um dos trechos da gravação, uma mulher afirma: “qualquer criança que entrar na sala vai ser estuprada”, o que causou revolta.
O caso foi formalmente denunciado à Polícia Civil de Minas Gerais e também à Secretaria Municipal de Educação de Igarapé. A família informou que também pretende acionar o Ministério Público.
Prefeitura de Igarapé se manifesta
Em nota oficial, a Prefeitura de Igarapé informou que, após tomar conhecimento da situação, adotou as medidas necessárias para garantir a proteção da criança e a apuração rigorosa dos fatos.
Segundo o município, foi instaurado um procedimento interno e a administração afirmou não compactuar com qualquer forma de desrespeito ou conduta incompatível com os princípios da educação inclusiva e da dignidade humana.
A Secretaria de Educação também declarou que está à disposição para garantir o acolhimento da criança e de sua família.


















