Motorista morto por Delegado em BH, era morador de Igarapé-MG

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Na tarde desta terça-feira, 26/07, um motorista foi morto por um Delegado Civil em Belo Horizonte. O motorista, de 44 anos, dirigia um caminhão reboque e se envolveu em uma briga de trânsito com o delegado Rafael Horácio, na região do Complexo da Lagoinha.

Durante a confusão o delegado sacou a arma e atirou em direção ao caminhão, atingindo o motorista no pescoço. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital João XXIII, no bairro Santa Efigênia, mas não resistiu.

Anderson era autônomo e estava em horário de trabalho quando foi baleado. Dono do caminhão-reboque, a vítima também atuava como mecânico.

A Polícia Civil de MG soltou uma nota-oficial afirmando que o delegado atirou contra o motorista do caminhão-reboque e logo em seguida se apresentou espontaneamente às autoridades, confessando ser o autor do disparo, e teve a arma de fogo apreendida.  Na nota a Policia Civil asseguram-se que o inquérito policial será concluído no prazo legal de 30 dias.

CONFIRA A NOTA OFICIAL DA POLICIA CIVIL

Sobre os fatos ocorridos na tarde de ontem (26/7), no centro de Belo Horizonte, relacionado a um conflito no trânsito com morte de um motorista de caminhão devido a disparo de arma de fogo efetuado por um delegado de polícia, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esclarece que a Corregedoria adotou medidas imediatas para a apuração sobre os fatos.

Conforme noticiado ontem, logo após o ocorrido, o delegado de polícia se apresentou espontaneamente às autoridades, confessando ser o autor do disparo, e teve a arma de fogo apreendida.

Durante suas declarações, o delegado, acompanhado por seu advogado, narrou sua versão sobre os fatos e alegou ter agido em legítima defesa.

Após oitiva das testemunhas, realizada análise técnica-jurídica dos fatos, a autoridade policial responsável pelo inquérito liberou o autor, com fundamento na apresentação espontânea e em seus pressupostos. Não houve elementos jurídicos para a prisão do delegado autor do fato.

A PCMG esclarece que no curso do Inquérito todas diligências investigativas possíveis serão realizadas, como depoimentos de outras testemunhas, análise de laudos periciais, arrecadação de imagens de câmeras de vigilâncias, etc., tudo para que se chegue ao esclarecimento completo de todas as circunstâncias do crime, de maneira a proporcionar ao Ministério Público e ao Poder Judiciário os elementos necessários ao processo criminal. Além disso, foi instaurado procedimento disciplinar para apuração rigorosa acerca da responsabilidade administrativa existente.

A PCMG e, especialmente, a Corregedoria-Geral asseguram que o inquérito policial será concluído no prazo legal de 30 dias, com impessoalidade, imparcialidade e transparência, repudiando atitudes violentas, insensatas e incivilizadas de quaisquer pessoas, especialmente de seus servidores.

Informações: G1