Uma clínica de recuperação particular foi interditada neste domingo (19), no bairro Vivendas Santa Mônica, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após denúncias de maus-tratos contra pacientes internados. Três sócios do estabelecimento foram presos, enquanto outros dois suspeitos fugiram e são procurados pelas forças de segurança.
As denúncias partiram de familiares dos internos, que relataram agressões físicas, falta de assistência médica, privação de alimentos e até casos de extorsão. Os relatos ganharam força após cartas escritas pelos próprios pacientes e entregues às famílias, descrevendo as condições enfrentadas na unidade, que abrigava entre 20 e 25 pessoas.
Segundo uma das denunciantes, dois pacientes precisaram ser encaminhados para atendimento hospitalar devido às condições em que estavam.
Além das denúncias de violência, familiares afirmam que os valores cobrados pela instituição eram elevados. A irmã de um dos pacientes contou que começou a desconfiar da situação após perceber que, durante os quatro meses de internação do irmão, os familiares tinham acesso apenas a uma pequena área do sítio onde funciona a clínica.
Ela afirmou que recebeu uma ligação da Polícia Militar informando sobre as denúncias e foi até o local. Ao entrar na unidade acompanhada pelos policiais, encontrou um ambiente que classificou como insalubre.
A mulher também afirmou que o irmão relatou situações de extrema precariedade dentro da clínica e que um dos pacientes teria sido agredido pelo proprietário do estabelecimento.
Investigação
A Polícia Civil investiga o caso por suspeitas de maus-tratos, lesão corporal, extorsão e outras possíveis irregularidades. Após a interdição da clínica, todos os pacientes foram retirados do local e encaminhados para receber atendimento e acompanhamento adequado.
As investigações continuam para localizar os dois sócios foragidos e esclarecer todas as circunstâncias das denúncias.













