Morre mais uma vítima por suspeita de síndrome nefroneural em BH

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Mais uma pessoa com suspeita de síndrome nefroneural morreu na madrugada desta quinta-feira (16). O homem, de 89 anos, estava internado no Hospital Mater Dei, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Com essa morte, sobe para três o número de óbitos sob suspeita de intoxicação por dietilenoglicol, substância tóxica encontrada na cerveja Belorizontina. Um quarto caso está sob investigação.

Alerta contra síndrome

Substâncias tóxicas foram encontradas na água utilizada para produzir cervejas da Backer, na fábrica do bairro Olhos d’Água, região Oeste de Belo Horizonte. A constatação indica a possibilidade de contaminação em todos os rótulos da marca. A informação foi dada pelo Ministério da Agricultura (Mapa) ontem, mesmo dia em que mais uma morte por síndrome nefroneural – doença que pode estar ligada ao consumo da bebida contaminada – foi registrada.

Hipóteses

Sabotagem, vazamento e uso incorreto de insumos estão entre as suspeitas. “A gente encontrou essa água contaminada no processo produtivo e existem diversas hipóteses, já que o produto era usado no resfriamento e não deveria ter contato com a água”, afirmou o coordenador-geral de Vinhos e Bebidas do Mapa, Carlos Vitor Müller.

Até o momento, o órgão federal recolheu 139 mil litros de cerveja e 8.840 litros de chope da Backer. Notas fiscais foram analisadas. Segundo o órgão, 15 toneladas de monoetilenoglicol foram adquiridas pela empresa mineira desde 2018, com picos em novembro e dezembro de 2019.

Em nota, a Backer informou que, nos últimos dois anos, precisou aumentar a compra da substância “para atender a demanda de ampliação constante da sua planta produtiva”. No período foram adquiridos 29 novos tanques de fermentação.

Fonte: Hoje em Dia