Sexta-feira, 27/11/2020

Gerais

O fogo queima. A natureza sangra

Autoridades discutem a responsabilidade de um dos maiores desastres ambientais da história de Igarapé

Há três meses a Serra de Igarapé ficou tomada pelo fogo. Famosa por ser o principal patrimônio histórico da cidade, o entorno da Pedra Grande agora se encontra cinzento, carbonizado e sem as suas principais características naturais. Calcula-se que 200 hectares de fauna e flora foram perdidos para as chamas. Fortíssimos poluentes atmosféricos e a aniquilação de recursos hídricos permeiam e ainda chocam o meio ambiente. O tempo passa, mas as marcas da degradação permanecem intactas.

Foram nove dias de desespero e sensação de impotência. Do dia 25 de agosto ao dia 04 de setembro a população assistiu ao que tinha de mais precioso virar cinzas e ir pelos ares. O desastre começou às margens da BR 381, necessariamente no km 520, sentido São Paulo. Uma carreta tomada por fogo é o principal indicio do que levou as chamas a atingirem os primeiros sinais da mata que antes possuía características do Cerrado e da Mata Atlântica.

Responsabilidades

O tempo passou, mas a cidade não se esqueceu de toda aquela fumaça. Demora no socorro à mata, pouca estrutura para o combate às chamas e como será revitalizada a Serra de Igarapé são algumas das indagações que preocupam.

A assessoria de imprensa do Grupo Arteris, responsável pela Autopista Fernão Dias, ao receber os questionamentos da reportagem informou que no dia do incêndio tomou todas as medidas necessárias, e que acionou sua equipe com caminhão pipa, Corpo de Bombeiros de Betim, brigadistas da COPASA e Polícia Rodoviária Federal. O Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) e o IBAMA, também foram acionados pela empresa.

Nada foi declarado sobre processos judicias e futuras medidas para contribuir com a restauração do meio ambiente. O Grupo Arteris também ressaltou que “quem apaga fogo é o Corpo de Bombeiros”, e por isso não poderia responder pelo órgão quando a possível deslize e ineficácia no combate ao fogo.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) de Igarapé discute a responsabilidade pelo enorme dano. Foi informado pelo órgão que tão logo teve conhecimento e iniciou o acompanhamento de todo o incêndio. A secretaria manteve constante contato com os Bombeiros Militares, também acionando brigadas das empresas localizadas nas áreas afetadas e que poderiam auxiliar no combate.

Até o momento, a foi concluído um relatório com informações sobre a provável responsabilidade pelo incêndio e danos causados. O documento foi encaminhado à Procuradoria do Município, que será responsável por promover as ações judiciais pertinentes.

Sobre a revitalização do espaço, a informação é de que parte da área incendiada é de propriedade particular e outra é de reserva legal. Há também o espaço que constitui o patrimônio cultural do município. Para cada uma dessas áreas a legislação prevê responsabilidades específicas, observando também a caracterização florestal específica em cada caso.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a empresa responsável pelo veículo que pode ter sido o grande causador do incêndio. Fontes não oficias informaram que a carreta que trafegava pela BR 381 não portava documentação necessária.

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Calcula-se que 200 hectares de fauna e flora foram perdidos para as chamas.

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O fogo queima. A natureza sangra

Autoridades discutem a responsabilidade de um dos maiores desastres ambientais da história de Igarapé

Há três meses a Serra de Igarapé ficou tomada pelo fogo. Famosa por ser o principal patrimônio histórico da cidade, o entorno da Pedra Grande agora se encontra cinzento, carbonizado e sem as suas principais características naturais. Calcula-se que 200 hectares de fauna e flora foram perdidos para as chamas. Fortíssimos poluentes atmosféricos e a aniquilação de recursos hídricos permeiam e ainda chocam o meio ambiente. O tempo passa, mas as marcas da degradação permanecem intactas.

Foram nove dias de desespero e sensação de impotência. Do dia 25 de agosto ao dia 04 de setembro a população assistiu ao que tinha de mais precioso virar cinzas e ir pelos ares. O desastre começou às margens da BR 381, necessariamente no km 520, sentido São Paulo. Uma carreta tomada por fogo é o principal indicio do que levou as chamas a atingirem os primeiros sinais da mata que antes possuía características do Cerrado e da Mata Atlântica.

Responsabilidades

O tempo passou, mas a cidade não se esqueceu de toda aquela fumaça. Demora no socorro à mata, pouca estrutura para o combate às chamas e como será revitalizada a Serra de Igarapé são algumas das indagações que preocupam.

A assessoria de imprensa do Grupo Arteris, responsável pela Autopista Fernão Dias, ao receber os questionamentos da reportagem informou que no dia do incêndio tomou todas as medidas necessárias, e que acionou sua equipe com caminhão pipa, Corpo de Bombeiros de Betim, brigadistas da COPASA e Polícia Rodoviária Federal. O Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) e o IBAMA, também foram acionados pela empresa.

Nada foi declarado sobre processos judicias e futuras medidas para contribuir com a restauração do meio ambiente. O Grupo Arteris também ressaltou que “quem apaga fogo é o Corpo de Bombeiros”, e por isso não poderia responder pelo órgão quando a possível deslize e ineficácia no combate ao fogo.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) de Igarapé discute a responsabilidade pelo enorme dano. Foi informado pelo órgão que tão logo teve conhecimento e iniciou o acompanhamento de todo o incêndio. A secretaria manteve constante contato com os Bombeiros Militares, também acionando brigadas das empresas localizadas nas áreas afetadas e que poderiam auxiliar no combate.

Até o momento, a foi concluído um relatório com informações sobre a provável responsabilidade pelo incêndio e danos causados. O documento foi encaminhado à Procuradoria do Município, que será responsável por promover as ações judiciais pertinentes.

Sobre a revitalização do espaço, a informação é de que parte da área incendiada é de propriedade particular e outra é de reserva legal. Há também o espaço que constitui o patrimônio cultural do município. Para cada uma dessas áreas a legislação prevê responsabilidades específicas, observando também a caracterização florestal específica em cada caso.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com a empresa responsável pelo veículo que pode ter sido o grande causador do incêndio. Fontes não oficias informaram que a carreta que trafegava pela BR 381 não portava documentação necessária.

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Calcula-se que 200 hectares de fauna e flora foram perdidos para as chamas.

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