MP abre inquérito para apurar falta de profissionais de apoio para crianças atípicas em Betim

Famílias de crianças atípicas protestaram na Câmara de Betim para pedir apoio dos vereadores Foto: Nelson Batista

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O Ministério Público de Minas Gerais abriu inquérito civil para apurar a falta de profissionais de apoio na rede municipal de ensino de Betim.

A medida ocorre após denúncias de mães de crianças com deficiência e neurodivergência, que relatam dificuldades no acesso ao suporte adequado nas escolas.

Segundo o órgão, uma reunião com a Secretaria de Educação foi realizada no dia 26 de março, quando a pasta teria se comprometido a apresentar solução em até 15 dias. As famílias, no entanto, afirmam que não houve mudanças.

Relatos apontam falta de profissionais qualificados, alta rotatividade e sobrecarga nas salas. Também há críticas à ausência de planejamento pedagógico adaptado e à não consideração de laudos médicos para concessão de atendentes.

As famílias afirmam ainda que a rede municipal teria mais de 900 crianças sem acompanhamento adequado.

Segundo relatos, o prefeito Heron Guimarães avalia a contratação emergencial de profissionais para amenizar a situação. Procurada, a Prefeitura de Betim não respondeu até a publicação desta reportagem.